Você se lembra da final da Copa do Mundo de 2026? O estádio vibrava, multidões choravam de alegria, e os jornais anunciavam que os campeões "tocaram um pedacinho do céu". É lindo alcançar aquilo que amamos com paixão. Mas essa glória é efêmera — dura só até o próximo mundial. Ninguém entra de verdade no céu marcando um gol.
No texto de hoje, vemos outra paixão e outra glória. Na noite da quinta-feira santa, a poucas horas da traição e da cruz, Jesus ergueu os olhos ao céu e orou: "Pai, chegou a hora. Glorifica o teu Filho, para que o teu Filho te glorifique" [João 17.1]. Que pedido surpreendente! Jesus glorificou o Pai obedecendo à sua vontade até as últimas consequências: sofrendo e morrendo na cruz para resgatar a humanidade pecadora. E essa glória se consumou na ressurreição.
Jesus mostrou aos discípulos um Deus diferente: não um Deus rancoroso ou intolerante, mas um Deus que teve a coragem de descer a este mundo ferido, que se deixou açoitar e que sacrificou o próprio Filho para salvar quem não merecia compaixão. E, naquela mesma oração, Jesus pediu: "Pai santo, protege-os em teu nome... para que sejam um, assim como somos um." Essa oração inclui você e eu, hoje.
Por causa da obra gloriosa de Jesus, os nossos pecados foram perdoados. Agora, sim, podemos tocar o céu — não com gols, mas com as mãos santificadas que Deus nos deu para servir ao próximo e anunciar o seu nome.
Oremos: Pai santo, obrigado pela paixão gloriosa de Jesus por mim. Cuida-me em teu nome e faz-nos um, como tu e o teu Filho são um. Amém.