Você nunca desejou que Deus fizesse justiça de uma vez por todas com os malvados que andam soltos por aí? Um amigo, frustrado com tanta maldade, disse a outro: "E se matássemos todos os maus do mundo, quem sobraria?" A resposta veio na hora: "Sobraríamos nós, os assassinos."
Na parábola do trigo e do joio, Jesus nos ensina a lidar com essa luta constante entre o bem e o mal. Deus semeia a boa semente do evangelho, que produz amor, paciência e esperança. Mas um inimigo, o diabo, semeia o joio no meio do trigo. E as duas plantas se parecem tanto que os servos perguntam se devem arrancar o joio. O dono responde: "Não, porque, ao tirar o joio, vocês poderão arrancar com ele o trigo. Deixem que cresçam juntos até a colheita" [Mateus 13.29-30].
Com essas palavras, Jesus nos adverte: não nos cabe julgar quem parece ser joio, nem tentar limpar o mundo com as nossas próprias mãos — afinal, nós também somos pecadores. O próprio Jesus poderia ter aniquilado Herodes, Pilatos e os soldados que o crucificavam. Não o fez. Se tivesse destruído aqueles soldados, teria destruído também o centurião que confessou: "Realmente este homem era o Filho de Deus."
Deus plantou Jesus, a semente santa, na terra. Ele morreu, mas não foi destruído — ressuscitou vitorioso. E no dia final, Deus recolherá a sua colheita para o celeiro do céu, onde os justos brilharão como o sol.
Enquanto esse dia não chega, sigamos semeando a boa semente.
Oremos: Senhor, livra-me de julgar os outros. Faz-me trigo fiel no teu campo, frutificando em amor até a colheita. Amém.