"E aí, o que achou?" "Me saí bem?" "Você acha que eu estou errado?" Você realmente quer ouvir a resposta sincera para essas perguntas, ou só a resposta que gostaria de ouvir?
Hum... talvez não. Nossa tendência natural é esperar sempre um elogio, uma resposta positiva. Por isso, quase nunca estamos preparados para respostas "quase" sinceras, tipo "é... ficou legalzinho", e muito menos para as respostas realmente duras.
Existem respostas difíceis de ouvir em silêncio. Nossa reação automática é sair em autodefesa, buscando explicações, mil justificativas. Mas a verdade é que certas respostas doem muito mais do que a pergunta que as provocou — especialmente quando sentimos, no fundo, que a mancada foi grande, o erro foi sério, o trabalho deixou realmente a desejar.
Nessas horas, perguntar diretamente a Deus, "mas eu estou errado mesmo?", pode ser desconfortável, porque a resposta costuma ser sincera e direta: "Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele és reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe" [Hb 12.5]. Não é exatamente o que nosso "eu" mais quer ouvir. Mas, já que estamos perguntando mesmo, vale ir além: "e o que posso fazer quanto ao meu erro?"
Muitas vozes ao nosso redor responderiam exatamente o que não gostamos de ouvir: "agora aguenta", "você merece um castigo", "se vira sozinho". Mas Deus não. Ele dá a resposta certa e precisa, porém sempre acompanhada de perdão, carinho e a chance de um recomeço verdadeiro: "Tenha bom ânimo, filho; estão perdoados os teus pecados."
Por fim, tentando ser corajoso e testar minha própria reflexão, encerro perguntando: você gostou do que leu?
Oremos: Pai celestial, nem sempre acertamos em nossa vida, e muitas vezes nem aceitamos ser repreendidos. Faça-nos ouvir tua correção e tua mensagem de ânimo, nos perdoando sempre. Por Cristo. Amém.