Que peso você anda carregando sem perceber — e há quanto tempo ele está apodrecendo dentro de você?
Um professor deu a cada aluno uma sacola de plástico e colocou diante da turma uma caixa cheia de batatas. A tarefa era simples: escrever em cada batata o nome de uma pessoa da qual sentiam mágoa, colocá-las na sacola e, durante uma semana inteira, carregar tudo consigo, para todo lugar.
Como era de se esperar, as batatas começaram a apodrecer, e o incômodo de carregar aquela sacola cada vez mais pesada revelava, na prática, o peso espiritual real que a mágoa e a falta de perdão causam no dia a dia. Além disso, ao ficarem tão focados na sacola, os alunos deixavam de prestar atenção em coisas muito mais importantes ao redor.
O que aqueles alunos ainda não haviam percebido era simples: se escolhessem perdoar, ou pedir perdão, poderiam jogar fora aquelas batatas imediatamente. A cada perdão concedido, o peso e o mau cheiro diminuíam, até que pudessem finalmente andar livres, sem carregar nada.
O apóstolo Paulo escreveu aos filipenses algo que resume bem essa lição: "Tenham em vocês o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus" [Fp 2.5]. Em nenhum outro momento somos tão parecidos com Cristo quanto quando escolhemos perdoar ou pedir perdão a alguém. Como bem resumiu o escritor Philip Yancey: ser cristão é perdoar o imperdoável nos outros, exatamente porque Deus já perdoou o imperdoável em nós.
Se você está carregando sacolas de batatas apodrecidas e não aguenta mais esse mau cheiro da falta de perdão, tenha o mesmo sentimento que Cristo teve. Ele nunca se recusou a perdoar ninguém — nem mesmo aqueles que o mataram na cruz.
Oremos: Senhor Deus, quero ter em mim o mesmo sentimento de amor e perdão que tu tens por cada um de nós, pecadores. Que eu seja capaz de perdoar o "imperdoável", assim como perdoaste a mim. Por Cristo. Amém.