Por quanto tempo você se permitiria ser escravo de alguém?
Um garotinho ganhou seu primeiro estilingue e, em visita aos avós, foi praticar no pátio. Sem conseguir acertar nada, avistou o pato de estimação da avó e, num impulso, disparou. A pedra atingiu a ave em cheio. O garoto entrou em pânico e escondeu o pato na pilha de lenha. Quando se virou, percebeu que sua irmã Sally tinha visto tudo — mas não disse nada.
A partir daí, Sally passou a usar o segredo como moeda. "Lembre-se do pato", ela sussurrava toda vez que queria se livrar de uma tarefa. Johnny lavou a louça. Johnny ficou em casa enquanto ela foi pescar. Johnny fez as obrigações dele e as dela. Dias assim. Até que não aguentou mais e confessou à avó.
"Eu sei", disse a avó, e o abraçou. "Eu estava perto da janela e vi tudo. Porque te amo, já te perdoei. Queria ver por quanto tempo você se permitiria ser escravo da Sally."
A história é simples, mas a lição é profunda. Enquanto permitimos, o erro nos escraviza. Quando confessamos, o perdão nos liberta. E é exatamente isso que Jesus diz em João 8.34-36: "Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete pecado é escravo do pecado. O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres."
A Bíblia é clara: "Não existe no mundo ninguém que faça sempre o que é direito e que nunca erre" (Ec 7.20). Somos escravos das nossas próprias falhas e não conseguimos, por esforço próprio, permanecer na casa do Pai. Mas a Boa Notícia é que "se o Filho os libertar, vocês serão, de fato, livres" (Jo 8.36). Essa liberdade pode ser sua. Basta crer em Cristo Jesus, o único caminho para a Eternidade.
Oremos: Senhor, o pecado muitas vezes me escraviza. Não sei por onde seguir, pois Tu és um Deus de Justiça. Perdoa-me pelo Teu Filho Jesus. Cria e aumenta em mim a fé no meu Salvador, para que eu possa desfrutar da liberdade eterna que só Cristo pode dar. Amém.