Você se lembra daquele tempo em que receber visita era um evento?
A casa brilhando. A comida especial. A roupa de domingo. E a espera. Ah, a espera! Sem WhatsApp, sem celular, as crianças ficavam de olho na janela, na varanda. E quando o carro parava lá na frente, ou a pessoa aparecia na esquina, o grito ecoava pela casa: "Pai, mãe, eles chegaram!" Era festa. Era alegria que ninguém tirava.
Jesus usou uma imagem parecida para falar com seus discípulos. Eles estavam tristes, angustiados com a ideia de que ele os deixaria. E Jesus disse: "Assim acontece também com vocês: agora estão tristes, mas eu os verei novamente. Aí vocês ficarão cheios de alegria, e ninguém poderá tirar essa alegria de vocês."
Essa promessa não é só para os discípulos de dois mil anos atrás. É para nós também.
Jesus morreu, ressuscitou e subiu aos céus. Mas ele prometeu que voltará. Para julgar vivos e mortos. E quando esse dia chegar, todos aqueles que confessam Jesus como seu Senhor e Salvador — ah, esses ficarão cheios de uma alegria que ninguém, jamais, poderá tirar.
Enquanto esse dia não chega, a gente fica olhando. Olhando para os sinais. Olhando para o céu. Quem sabe nós mesmos estaremos na varanda da vida, e ao vermos o céu se abrindo, nós exclamaremos, com a mesma alegria da criança que vê a visita chegando: "Ele chegou!"
É a promessa de um reencontro. A promessa de uma alegria que não acaba. A promessa de que a espera vale a pena.
Oremos: Senhor, pedimos-te que voltes logo para estabelecer o teu Reino aqui na terra como é nos céus. Ajuda-nos a aguardar com paciência e esperança este dia tão esperado. Em teu nome. Amém.